O massacre de Manguinhos

A nova edição de O Massacre de Manguinhos inaugura a Coleção Memória Viva, criada para tornar acessíveis aos leitores obras de reconhecida relevância acadêmica e institucional. A coleção é fruto do projeto “Acesso aberto e uso da literatura científica no ensino”, desenvolvido no Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde as políticas de acesso aberto têm sido encaradas como estratégicas para o fortalecimento da ciência e da saúde pública. O pesquisador Herman Lent narra a repressão da ditadura militar à atividade científica na Fundação Oswaldo Cruz.

Ziembinski, o encenador dos tempos modernos: a construção de uma trajetória na crítica de Décio de Almeida Prado (1950-1959)

Na primeira metade do século XX o teatro brasileiro passou por um processo de atualização que contou com a liderança de personalidades que marcaram a cultura nacional. Neste complexo cenário de renovação da cena houve a participação do diretor e ator polonês Zbigniew Marian Ziembinski (1908-1978), fugitivo da Segunda Guerra Mundial ele aportou no Brasil, em 1941. O movimento de atualização estética no teatro estava em curso desde a década de 1920 e os esforços de Ziembinski se somaram ao grupo de atores, atrizes, dramaturgos e críticos que desejavam introduzir nos palcos nacionais novas concepções de encenação.

Work in Brazil: essays in historical and economic sociology

Institutional frameworks, political action, social and political identities, class relations, social inertia and path dependence are the main aspects inquired in this book. Taken together, the chapters present a coherent and systematic portrait of Brazil, or a plausible point of view about the dynamics of our sociability which may interest the foreign reader. Collective bargaining, labour inspection, the labour and capital organizations are all elements of the Getulio Vargas legacies that, albeit with adaptations over time, still impinge upon our present. For that reason, it is impossible to understand what we are without looking back and trying and reconstruct the trajectories of the current institutions, social and political actors, and even the economy. As a consequence, most of the chapters adopt a historical sociological perspective, in dialogue between the contemporary context and the country’s vivid historiography.

Wittgenstein e o problema da harmonia entre pensamento e realidade

Esta obra discorre sobre o problema da vinculação entre pensamento (ou linguagem) e realidade tal como ele é formulado e discutido por Ludwig Wittgenstein, especificamente em sua produção filosófica a partir da década de 1930. Antonio Segatto examina o modo como o filósofo concebe aquilo que chamou de “harmonia entre pensamento e realidade” e como enfrenta as questões que giram em torno dela.

Vozes femininas da poesia latino-americana: Cecília e as poetisas uruguaias

É a partir de uma perspectiva de “dupla revisão” que Vozes femininas da poesia latino-americana: Cecília e as poetisas uruguaias ressalta um outro perfil da escritora brasileira Cecília Meireles: a de grande estudiosa e conhecedora da produção de autoria feminina latino-americana. O livro tem como ponto de partida o ensaio ceciliano intitulado “Expressão feminina da poesia na América”, que corresponde a uma conferência proferida no ano de 1956, na Universidade do Brasil, e que apresenta um panorama da expressão lírica feminina na América hispânica. As poetisas mencionadas por Cecília Meireles em seu texto, embora desempenhem um importante papel no cenário da produção poética de seus respectivos países, nem sempre integram a historiografia tradicional canônica; injustiça que o ensaio ceciliano corrige. Para mostrar a importância desse texto ceciliano em relação aos estudos feministas na América Latina são realizados alguns comentários sobre a crítica literária feminista, bem como acerca da vasta produção da autora de Romanceiro da Inconfidência. Além disso, estabelece-se um diálogo entre a escritora brasileira e as poetisas hispano-americanas. O livro demonstra o comprometimento de Cecília Meireles com a escrita feminina no contexto sóciocultural latino-americano.

Visões imaginárias da cidade da Bahia: um diálogo entre geografia e a literatura

Visões imaginárias da cidade da Bahia é um trabalho surpreendente. Ele rompe com a aridez de uma geografia clérica, seguindo a orientação de Milton Santos, para o qual “o maior erro que a geografia cometeu foi o de querer ser ciência, em vez de ciência e arte”. A proposta dos autores é a de retornar ao pensamento sartreano, tão caro a Milton. Pensamento que expressa em Esboço de uma teoria das emoções, no qual “… uma emoção remete ao que ela significa. E, o que ela significa é a totalidade das relações da realidade-humana com o mundo”, através da “…queda brusca da consciência no mágico”.
(Retirado da apresentação do livro)

Visões do feminino: a medicina da mulher nos séculos XIX e XX

O presente livro da coleção História e Saúde ao mesmo tempo que enfoca o nascimento de duas especialidades da medicina – a obstetrícia e a ginecologia – aborda, a partir de pesquisa aprofundada – o nascimento de todo um discurso que pretendia conhecer a natureza feminina.
Quando o corpo feminino passa a ser um objeto de estudo e quando o discurso médico-científico passa a discursar sobre este corpo, a medicina também se torna responsável pela construção de muitos mitos ainda hoje presentes no imaginário ocidental acerca da mulher. Desse modo, trabalhando não só com o discurso médico europeu, mas também com trabalhos diversos de renomados intelectuais brasileiros acerca do corpo feminino, Ana Paula Vosne Martins revela diferentes representações construídas sobre a mulher ao longo dos séculos XIX e XX.

Visões do Brasil: estudos culturais em geografia

Esta é a tradução para português dos artigos que compuseram o número especial da revista francesa Géographie et Cultures, intitulado Vu du Brésil. Explora a dinâmica da pesquisa em Geografia Cultural desenvolvida no Brasil, bem como questionamentos que permeiam esta produção, ainda pouco conhecida na França. Temas como hibridismo cultural, transculturação, multiterritorialidade, “maritimidade”, fronteiras sociais e territoriais, assim como temáticas específicas do contexto cultural brasileiro – o futebol, as festas juninas, a capoeira e o fandango – são abordados com o objetivo de aquecer o debate acerca da questão identitária brasileira.

Vírus, mosquitos e modernidade: a febre amarela no Brasil entre ciência e política

A autora não se limita a apresentar a história da febre amarela no Brasil, mas uma reflexão sobre uma fase crucial da história da doença.
Para melhor ilustrar essa reflexão, o livro mostra sucessivos cenários que permitem demonstrar as dimensões da transferência de conhecimentos e práticas científicas entre ‘centro’ e ‘periferia’, pois era de fato importante examinar as relações entre o saber científico universal e a percepção da doença tanto pelos pacientes quanto pelos médicos.

A violência oculta do trabalho: as lesões por esforços repetitivos

Após retrospectiva sobre a violência que acompanha as relações conflituosas entre capital e trabalho nos diversos ciclos da Revolução Industrial, inclusive no Brasil, em que uma das formas é o modo de adoecer e prematuramente morrer dos trabalhadores, o autor sinaliza o papel do Estado e da medicina do trabalho como instâncias normalizadoras e de intervenção na área, com base nas teorias ‘positivas’ do nexo causal e ocupacional. A seguir, analisa a violência oculta do trabalho em uma atividade exemplar, a bancária, investigando quando e porque emergem as LER, descrevendo todo o percurso desse adoecimento coletivo e do trabalho com base em 346 depoimentos escritos por trabalhadores de um banco estatal.

Violência e saúde

Neste livro, a autora busca introduzir uma reflexão sobre as articulações entre o tema da violência e suas repercussões na saúde dos brasileiros, por meio da conceituação da violência no campo sociológico, da sua articulação com a saúde e de propostas de atuação. A discussão abrange aspectos históricos, culturais, sociológicos e econômicos, considerando que em suas relações a violência se apresenta ora como manifestação da dinâmica e da trajetória de uma sociedade, ora como fenômeno específico que se destaca e influencia essa mesma dinâmica social.

Violência e cultura no Brasil

O título deste livro — Violência e Cultura no Brasil — poderia levar o leitor a imaginar que estou procurando explicar a violência em nossa sociedade a partir de sua cultura. Trata-se, na verdade, de dois temas distintos que correspondem a meus interesses teóricos e às atividades de pesquisa que desenvolvo no Mestrado em Antropologia, Política e Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul com o apoio desta Universidade, do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos).

Violência e cidadania: práticas sociológicas e compromissos sociais

O livro é resultado de uma série de estudos sociológicos realizados pelo Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania da UFRGS, desde a década de 1990, partindo de uma conjuntura política e teórica que levou a pesquisar novas questões sociais globais, em particular as dimensões da violência, do crime e do controle social, vivenciando um movimento teórico fecundo, mundializado e inovador de uma prática sociológica na Era da Mundialização das Conflitualidades. O deslocamento do olhar sociológico para a sociedade global possibilitou a passagem para uma sociologia das conflitualidades no processo da mundialização. Os temas analisados indicam que uma sociologia das conflitualidades, no tempo atual, deve ser situada no contexto dos efeitos do processo de mundialização da sociedade e da economia, os quais produzem transformações na estrutura e no espaço social das diversas regiões do planeta, desencadeando novos conflitos sociais e novas formas de conflitualidades. A questão das conflitualidades, das formas de violência, das metamorfoses do crime, da crise das instituições de controle social configura-se pela emergência de lutas sociais protagonizadas por outros agentes sociais com diversas identidades oponentes e pautas de reivindicações. Ainda mais, o aumento dos processos estruturais de exclusão social pode vir a gerar a expansão das práticas de violência como norma social particular, vigente em vários grupos sociais enquanto estratégia de resolução de conflitos, ou meio de aquisição de bens materiais e de obtenção de prestígio social, significados esses presentes em múltiplas dimensões da violência social e política contemporânea. Estamos em presença de um social heterogêneo, no qual nem indivíduos nem grupos parecem reconhecer valores universais. Esse contexto dá origem a múltiplas lógicas de ação coletiva e a forças sociais diversas, em uma sociedade fragmentada e heterogênea.

Vigilância sanitária: temas para debate

O livro pretende contribuir no ensino de vigilância sanitária, com um conjunto de temas, cuja seleção não pretendeu ser exaustiva, levando em conta sua presença constante nos cursos, a disponibilidade já de alguns textos e a experiência desenvolvida no Instituto de Saúde Coletiva/ UFBA no ensino de vigilância sanitária em seus vários níveis.

A vigilância punitiva: a postura dos educadores no processo de patologização e medicalização da infância

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e a indisciplina são na atualidade assuntos que aparecem com forte incidência no cotidiano escolar. Algumas condutas apresentadas pelas crianças, neste contexto, são vistas como indicativos de tal transtorno e isso vem contribuindo para que crianças ainda muito pequenas sejam encaminhadas pelos educadores aos profissionais da saúde, por apresentarem na escola comportamentos considerados indisciplinados, agitados e impulsivos. A presente pesquisa tem como principal objetivo, discutir a relação entre indisciplina e o diagnóstico de TDAH, a partir da queixa do professor da educação infantil. Pretende ainda, analisar a postura dos educadores diante do processo de patologização no campo educacional, levando em conta a sociedade eugênica e disciplinar, que foi consolidada com o processo de higienização ocorrido no início do século XX, como também, construir uma reflexão crítica acerca das práticas sociais e educativas que ora se configuram, mediante a análise da educação contemporânea e do resgate histórico da escolarização no Brasil. A pesquisa se caracteriza como um estudo de caso qualitativo e as estratégias metodológicas empregadas para a coleta de dados incluíram a observação participante, entrevistas semiestruturadas, diário de campo e análise de documentos. Os resultados foram organizados em oito eixos temáticos e indicaram principalmente que os educadores apresentam dificuldades para estabelecer diferenças entre indisciplina e o TDAH e o que é normal e patológico, o que tem causado o aumento expressivo no número de encaminhamentos de crianças aos profissionais de saúde e a consequente patologização e medicalização da infância.

Vigilância alimentar e nutricional para a saúde Indígena, Vol. 2

A importância da diversidade étnica brasileira e seus desafios são aspectos fundamentais para os profissionais que atuam no campo da saúde indígena. É nesse contexto que se insere o primeiro volume desta publicação. Trata-se de contribuição relevante e inédita ao debate e à consolidação da vigilância alimentar e nutricional no âmbito da saúde indígena. Povos indígenas e o processo saúde-doença; situações e determinantes de saúde e nutrição da população brasileira; sociodiversidade, alimentação e nutrição indígena; políticas públicas e intervenções nutricionais: eis alguns dos temas abordados nesta coletânea, valioso instrumento de reflexão também sobre as potencialidades do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) para a prevenção de agravos nutricionais e a promoção da saúde. Já o segundo volume discute a avaliação nutricional de comunidades e indivíduos, em todas as faixas etárias e mesmo na gestação, e destaca as duas faces de um problema: os déficits de crescimento ou subnutrição, de um lado, e o sobrepeso e a obesidade, de outro. Oferece ao leitor as bases para a realização do diagnóstico nutricional na atenção básica; aprofunda o estudo de técnicas e procedimentos usados nas medições antropométricas; destaca como a informação pode orientar ações, reorganizar serviços e melhorar a assistência; e explica as etapas de organização do fluxo de dados, desde a construção até o uso para o planejamento de intervenções, passando pela análise (com ferramentas estatísticas e epidemiológicas) e pela divulgação de resultados.

Vigilância alimentar e nutricional para a saúde Indígena, Vol. 1

A importância da diversidade étnica brasileira e seus desafios são aspectos fundamentais para os profissionais que atuam no campo da saúde indígena. É nesse contexto que se insere o primeiro volume desta publicação. Trata-se de contribuição relevante e inédita ao debate e à consolidação da vigilância alimentar e nutricional no âmbito da saúde indígena. Povos indígenas e o processo saúde-doença; situações e determinantes de saúde e nutrição da população brasileira; sociodiversidade, alimentação e nutrição indígena; políticas públicas e intervenções nutricionais: eis alguns dos temas abordados nesta coletânea, valioso instrumento de reflexão também sobre as potencialidades do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) para a prevenção de agravos nutricionais e a promoção da saúde. Já o segundo volume discute a avaliação nutricional de comunidades e indivíduos, em todas as faixas etárias e mesmo na gestação, e destaca as duas faces de um problema: os déficits de crescimento ou subnutrição, de um lado, e o sobrepeso e a obesidade, de outro. Oferece ao leitor as bases para a realização do diagnóstico nutricional na atenção básica; aprofunda o estudo de técnicas e procedimentos usados nas medições antropométricas; destaca como a informação pode orientar ações, reorganizar serviços e melhorar a assistência; e explica as etapas de organização do fluxo de dados, desde a construção até o uso para o planejamento de intervenções, passando pela análise (com ferramentas estatísticas e epidemiológicas) e pela divulgação de resultados.

Vigilância alimentar e nutricional: limitações e interfaces com a rede de saúde

Contribuição para o campo ainda pouco definido da vigilância alimentar e nutricional e do Sistema que pretende integrá-la no País (o Sisvan). De elevado alcance pragmático, a obra questiona o papel do setor saúde – particularmente em relação ao perfil de nutrição da população brasileira – e fornece elementos de decisões para os formuladores de políticas, planejadores e executores de programas e atividades de alimentação e nutrição. Abrange os seguintes assuntos: história do Sisvan e da nutrição brasileira – aí incluída a transição epidemiológica; perfil de morbimortalidade e a situação de crianças, gestantes e adultos; vigilância epidemiológica; programas de atenção à saúde integral da criança, do adolescente e da mulher.

Vidas ao léu: trajetórias de exclusão social

Obra voltada para aqueles que estão realmente empenhados em solucionar, na teoria e na prática, os problemas da exclusão social institucionalizada. Ao voltar-se para a realidade dos moradores de rua, a autora fala e escuta. Fala quando busca, em alicerces teóricos, as causas e definições para a exclusão social. Escuta quando abre espaço, em seu trabalho, para as declarações daqueles que não ‘têm um lugar no mundo’. O resultado é um relato sensível, por vezes impressionante, de um dos fenômenos mais cruéis da atualidade. Torna-se, deste modo, reflexão, avaliação e alerta: até quando seremos cúmplices na fabricação de excluídos da condição de cidadãos?

Vetores da doença de Chagas no Brasil

Os triatomíneos são insetos hematófagos de grande importância médica, pois são os responsáveis pela transmissão do Trypanosoma cruzi, o agente etiológico da doença de Chagas. Durante mais de um século, desde a descrição da primeira espécie em 1773, os triatomíneos foram estudados de um ponto de vista puramente entomológico. Porém, a partir de 1909, quando Carlos Chagas descobriu que eram os vetores de uma nova tripanossomíase, que mais tarde levaria o seu nome, adquiriram um interesse médico sanitário muito grande despertando a curiosidade de vários pesquisadores que passaram a estudá-los sob os mais variados aspectos. “Vetores da doença de Chagas no Brasil” é uma obra composta por 13 capítulos, com linguagem acessível a públicos com diferentes níveis de formação, voltada principalmente para equipes que atuam em vigilância entomológica, professores e alunos de graduação e pós-graduação. A obra aborda e atualiza diversos aspectos relacionados aos vetores como: taxonomia, biologia, comportamento, mecanismos de transmissão e relação com os mamíferos reservatórios do Trypanosoma cruzi

Ver, fazer e viver cinema: experiências envolvendo curso de extensão universitária

Esta obra deriva de um curso de extensão dedicado a refletir sobre cinema e educação e, a partir daí, apresenta a convicção da importância da cultura nos processos educacionais, da linguagem fílmica para a formação docente, da promoção critica do conhecimento, enfim, da valorização de experiências que busquem a construção do diálogo entre o epistemológico, o estético, o político e o ético no campo do ensino. Trata-se de coletânea, composta por nove capítulos, cujos temas em foco se articulem de acordo com o propósito em questão: história do cinema, roteiro cinematográfico, plano cinematográfico, manuseio de câmera, edição de som, edição e imagem, experiências envolvendo mostra de curtas e site, experiência em sala de aula e formação docente e tecnologias. Em comum, buscaram os autores aqui agrupados destacar que a soma de esforços visa possibilitar uma nova forma de ver cinema, capaz de estimular o fazer de narrativas fílmicas e, mediante isso, oportunizar certo viver diferenciado dessa arte, ao incentivar sua apropriação, especialmente, para fins educativos.

Vacinas, soros e imunizações no Brasil

O livro traz um perfil completo da área de vacinas no país. Subdivido em seis partes, aborda temas como a magnitude das doenças transmissíveis, política e regulação de vacinas e soros, pesquisa, desenvolvimento e inovação em vacinas, complexo produtivo da saúde, a experiência no Brasil, vacinas e imunizações e a experiência internacionais. Apresenta os resultados do projeto Inovação em Saúde, criado pela Fiocruz em 2001 para o desenvolvimento tecnológico e científico do país.

Urgências e emergências em saúde: perspectivas de profissionais e usuários

A obra pretende desvendar o que seja uma urgência ou uma emergência em saúde a partir de duas perspectivas: a dos usuários e a dos profissionais da rede pública. A autora mostra um universo dinâmico e complexo a partir de um trabalho antropológico realizado na Faculdade de Medicina de Marília, em São Paulo. São decisões médicas, muitas vezes de suma importância para a manutenção da vida, muitas vezes questionáveis sob o ponto de vista ético. Cabe lembrar que o livro não só trabalha com a dicotomia médico/paciente, mostrando para o leitor outros atores envolvidos no trabalho na emergência e revelando que muitas vezes as ações médicas são antecedidas por pequenos passos e atitudes peculiares de significativa importância que não podem ser desconsiderados, como a de um motorista de ambulância ou o porteiro do hospital.

Urbanização e mudança social no Brasil

Este livro é uma versão modificada de minha tese de doutorado Urbanization and Social Change in Brazil: case study of Porto Alegre defendida na Universidade de Londres (London School of Economics and Political Science) em 1977.

Urbanismo na América do Sul: circulação de ideias e constituição do campo, 1920-1960

Os textos reunidos nessa coletânea visam contribuir para ampliar as possibilidades de discussão sobre a história do urbanismo nessas décadas cruciais em que as cidades sul-americanas conhecem expressivas taxas de crescimento, o agravamento dos problemas urbanos e a busca, em várias frentes e de diferentes maneiras, de soluções para enfrentá-los. A partir de perspectivas diversas, eles buscam aproximar diferentes experiências nacionais, explorar singularidades, rastrear o surgimento de redes profissionais, mapear discussões, identificar enfim caminhos e descaminhos da construção de uma cultura urbanística no âmbito continental.

A Universidade Federal de São Paulo aos 75 Anos: ensaios sobre memória e história

Este livro conta a história de uma escola de medicina privada que se transformou em universidade pública. Ao longo de 75 anos foi sendo construído um modelo de universidade pública apoiada por entidades de direito privado, sem finalidade econômica. Fruto da pesquisa que reuniu um grupo de professores do curso de História da Unifesp, apresentam-se aqui reflexões de profissionais da área acerca da história da instituição. Debruçar-se sobre um objeto tantas vezes visitado por autores da casa, médicos em sua maioria, requer abertura ao debate e atenção ao cruzamento de memórias. A obra ensaia interpretações sobre a história e a memória institucional, sem considerá-las sinônimos, mas também sem a pretensão de apresentar uma única e acabada verdade.

Universidade e sociedade: projetos de extensão da FCLAr-Unesp e suas ações transformadoras

O objetivo fundamental deste livro é apresentar algumas ações extensionistas que têm sido realizadas pelos docentes em conjunto com graduandos e pós-graduandos da Faculdade de Ciências e Letras, câmpus de Araraquara. Os projetos apresentados neste livro realçam explicitamente a importância da extensão universitária como elo responsável pela ligação da pesquisa científica de qualidade e inovadora, desenvolvida no âmbito da universidade, e a série de problemas (ambiental, econômico, educacional, de relacionamento humano, de sustentabilidade, etc.) que se apresentam na sociedade brasileira. Uma relação que se retroalimenta através de interações dialógicas, seguindo o princípio de que a construção do conhecimento deve ser feita a partir dos diversos saberes. Ao assumir esse princípio, a Universidade pública, através de suas ações extensionistas, torna-se mais sensível e porosa para as discussões dos problemas, das carências e dos desafios presentes e permanentes na sociedade brasileira. Nesse sentido, é relevante notar que o conjunto dos capítulos rechaça o entendimento da extensão universitária como uma ação assistencialista ou como prestadora de serviços. O pressuposto norteador é de uma extensão universitária que é portadora de uma ação transformadora em direção à justiça social e ao aprofundamento da democracia, dada sua capacidade de intervenção na dinâmica do território em que atua.

Uma trajetória da Arquivística a partir da Análise do Discurso: inflexões histórico-conceituais

Neste livro considerou-se a Análise do Discurso uma disciplina que apresenta princípios metodológicos capazes de contribuir para a compreensão e delimitação de campos científicos e sociais, pois é por meio do jogo de enunciados, permeado por posições ideológicas colocadas em jogo no processo histórico social, que o texto (oral e escrito) é produzido, ou seja, a Arquivística relaciona-se com formações discursivas e formações ideológicas e estão relacionadas ao seu processo de construção histórica. Assim, propõe-se a apresentação de elementos histórico-conceituais que ressaltem as diferenças e semelhanças entre a esfera teórica e a esfera institucional na Arquivística. O problema configurou-se em buscar sistematizar e identificar o discurso institucional e a teoria Arquivística, construindo um paralelo histórico entre o percurso da área em tradições cruciais para a prática e a teoria Arquivística na atualidade. Por meio da análise das práticas teóricas e profissionais a respeito da representação Arquivística na atualidade pelos autores de três correntes selecionadas (brasileira, canadense e espanhola) e como os mesmos são trabalhados nas instituições Arquivísticas federais destes países. Deste modo, objetivou-se por meio do quadro teórico-metodológico da Análise do Discurso compreender como se comportam, se constroem e se desenvolvem esses conceitos na Arquivística, visando a uma possível sistematização conceitual e discursiva da disciplina. Esta análise acorreu em primeira instância a partir de uma análise teórico-histórica das tradições e em segunda instância atores específicos e fundamentais, no caso teórico e das instituições Arquivísticas que centralizam e demarcam o campo de atuação dos arquivistas no caso, os Arquivos Nacionais ou gerais. Chegou-se a delimitação de possíveis formações discursivas na Arquivística uma relacionada ao “tradicionalismo” e outra ao “reformismo”. Conclui-se que a Arquivística possui formações discursivas complexas construídas ao longo de sua trajetória institucional e teórica

Uma superfície de gelo ancorada no riso: a atualidade do grotesco em Hilda Hilst

A compreensão de Contos d’Escárnio não poderia restringir-se à construção do horizonte no qual nasce, o século XX. A intenção de escrever lixo e bestagem, anunciada pelo narrador, aos poucos, revela um grotesco vindo de um longínquo, de um aquém. Por isto, faz-se necessário também compreender o fluxo histórico-estético que encontra acolhida na imaginação de Hilda Hilst, cujo amparo conceitual buscou-se à estética da recepção e do efeito. Na Teoria Estética, o feio insurge como fenômeno da realidade artística contemporânea; refúgio de sobrevivência da arte e dos belos escritos, deixa livre à plasticidade do presente a tarefa da denúncia da realidade. Em protesto, o dissonante reivindica cidadania e se mantém como possibilidade da arte. Neste sentido, tem lugar em Hilda Hilst a atualidade do grotesco.

Uma procissão na geografia

“Uma procissão na Geografia, título escolhido para o livro, representa o caminhar da autora na ciência geográfica. A procissão deve ser interpretada como uma marcha de geógrafos que fundaram e formaram o grupo coeso do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Espaço e Cultura (NEPEC), em 1993, no Instituto de Geografia da UERJ.
A obra possibilitou, segundo a autora, uma autoanálise crítica enquanto geógrafa e a reflexão e interpretação do sagrado e profano na ciência geográfica. O interesse libertador ou emancipador, próprio da reflexão científica, resultou em estudos elaborados que compõem este livro.
As procissões, como atividades religiosas, são organizadas por hierarquia eclesiástica. Nesta abordagem, a hierarquia será pela importância de um artigo, num conjunto de vários publicados. Sem dúvida, a harmonia da hierarquia está baseada na escala de importância, no sentido de valor atribuído às ideias e no tempo em que ocorreram A representação e o valor simbólico foram interpretados em manifestações materiais e imateriais do sagrado. E desse valor simbólico que nasceu a hierarquização das manifestações do sagrado no espaço. A paisagem é reflexo do comportamento dos atores sociais em seus grupos religiosos e também marca e matriz desse comportamento cultural. A procissão como ritual sacraliza o espaço, fornece uma paisagem religiosa móvel. A paisagem religiosa é conceito fundamental nos estudos geográficos pela relação simbólica existente entre cultura e espaço.”